quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Sessenta Anos De Arte No Reino Da Cantoria

 







O Sítio Paraíba estará lançando o seu Canal no YouTube.

O lançamento será com a apresentação da LIVE DE OLIVEIRA DE PANELAS - 60 Anos de Arte no Reino da Cantoria.

A transmissão, ao vivo, direto do Sítio Paraíba será no DOMINGO, 28 DE FEVEREIRO, às 17:00h.

SOLICITAMOS QUE ACESSEM O LINK ABAIXO, INSCREVA-SE NO CANAL E ATIVE AS NOTIFICAÇÕES.

https://www.youtube.com/watch?v=i3GOM1cpqBY&feature=youtu.be


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

A LIBÉLULA - Leóstenes

 

 

Num  espelho d´água de um lago azul

Entre brancas flores ela não destoa

Como uma gaivota dos mares do sul

Elegantemente ela pousa e voa

 

Suave e doce graciosa e bela

Segura de si vai voando à toa

Naquele instante ela se revela

Musa inspiradora que o poeta loa.

 

É lírico poético é encantador

O lago azul o sol se pondo a flor

A solidão a calma o entardecer

,

A luz difusa a reluzir nas asas

Da libélula a estradinhas as casas

As últimas cores e o anoitecer

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Carnavaleando a COVID-19! - Aline Morena


 






Nós brasileiros somos um povo conhecido por fazer piada de nossas tragédias, transformá-las em samba, driblarmos nossas dificuldades com alegria e um pouquinho de álcool...e vem chegando o Carnaval de 2021 sem que possamos abraçar-nos uns aos outros, como costumam ser os Carnavais de grande parte dos brasileiros por aqui...não só dos brasileiros e não só por aqui...o Carnaval ganhou o mundo é há muitos nascidos em outros países que adoram cair na folia! Folia do frevo, do samba, do maracatu, do axé, etc! E agora, José? Após ouvir a notícia de milhares de Reais

do dinheiro público investido para comprar picanha e cerveja apenas para um pequeno escalão da sociedade, realmente, comprova-se que o gosto pela festa regada a cerveja e carne é de muita gente mesmo! Mas, pra mim, certas piadas com nossas tragédias, como a própria música que estão usando para divulgar a vacina produzida em parceria com o Butantan, como, inclusive, fazer piadas sobre bêbados, estão longe de fazer graça! Estão cada vez mais longe de me animar! E tenho uma certa pena de quem se anima com isso porque a realidade está dura demais para rir e incentivar o que só tem o objetivo de nos afundar ainda mais...

Mas, há muitas formas de se alegrar sem apelação! Há muitas formas de ser feliz mesmo diante destas tragédias todas e contribuir! E cair na folia sem precisar prejudicar ninguém! E, inclusive, ajudando alguém! Que este Carnaval seja o Carnaval da partilha, dentro das possibilidades de cada um! Seja o Carnaval da generosidade! Seja o Carnaval de brincar e pular ou simplesmente curtir cada um do jeito que gostar mais, desde que esse jeito não te prejudique no dia seguinte! Que possamos fazer escolhas melhores é o que eu mais desejo a todes para que possamos Carnavalear a COVID e todos os falsos salvadores da Pátria!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

IMORTAIS TARCÍSIO PEREIRA E A LIVRO-7

 




Abaixo, homenagem dos escritores Manoel Neto, João Marques e Edson Mendes. 


 De Manoel Neto                                             

Convivemos com Tarcísio, nos corredores da Livro-Sete, ele nos atendendo sempre com sorriso e fidalguia. Era capaz de discorrer com maestria sobre o conteúdo da obra de autores ali expostos, fossem nacionais ou de outras línguas. Mais do que um vendedor, ser polido e amigo de todos. Horário largo abrangendo os três turnos, muita gente fazia "plantão" nos espaços da Livro Sete, sempre acolhedor, onde éramos recebidos com um abraço sincero e amigo de Tarcísio. Ele parecia absorver a espiritualidade que emanava de cada autor ali exposto. Criatura e criador, eis como se fundiam Tarcísio/Livro-Sete. Ares da autêntica cultura nordestina. Era comum ouvirmos o vozeirão de Tarcísio que parecia mais ser um daqueles que se projetavam nas emissoras de rádio e tv  "a antiga". Partiram mas deixaram a lembrança e saudade de um tempo que insiste em permanecer nas mentes e corações dos assíduos frequentadores da sempre LivroSete.


De João Marques

Homenagem a Tarcísio Pereira

 

Tarcísio da Livro Sete

tanto sete que se conte

e à soma não compete

resultado que aponte

os livros que vendeu...

toda bondade que fez

a vida que promoveu  

com a sua sensatez

e se agora morreu

não é isso tanto mal

seu sete não pereceu

Tarcísio é imortal.


De Edson Mendes

Adeus, Tarcísio

Uma vez eu disse a Tarcísio: Caso me encontrem no Bar Real igualmente o velho Maria, nem precisa me acordar, estarei dormindo – profundamente, doucement. Faço questão apenas de duas coisas: que o enterro seja às 3 da tarde, e que minha playlist toque ininterruptamente... Peço ainda que, na saída do féretro, haja uma parada no Pirata, para um discurso de saudade. Com os pés já no outro mundo, quero ver com estes olhos, que a terra vai comer, algumas mulheres que amei – damas, ladies, costureiras, prostitutas, senhoras – sei que são apenas ectoplasma, mas ectoplasma também tem alma, não é?

Ele riu muito quando acrescentei: “Seu Tarcísio Pereira será o mestre de cerimônias. O Rei do Brasil, em se falando de Livrarias, pagará as pacas caras, e as baratas também, algumas biritas e lauto farnel, com o meu cartão Credisete 17.0101-26451.07, vencido em janeiro/89 – mas isso é lá com ele!”

E aí ontem resolve Tarcísio se adiantar e seguir viagem antes de nós, que o amamos fraternalmente, visceralmente, como se ama um pai, um filho, um irmão - um homem digno, generoso, amoroso, carinhoso, empreendedor, idealista, íntegro, honesto, que, na selva escura de nossos dias manteve puros e limpos e claros seus pensamentos, palavras e obras.

Na cobertura inicial de certa mídia, bisonha e pífia, barrigas narizes e gavetas roubaram-lhe espaço, e aos poucos segundos de cenho franzido logo se sucederam os sorrisos e esgares das próximas notícias. Mas sabemos, oh! como sabemos, o quanto essas fugazes efemérides são apenas fugazes e efêmeras. Tarcísio Pereira ficará para sempre no panteão dos grandes, e em todo o país eu sei que a esta hora sua morte nos comove e seu exemplo, que moveu a tantos, continuará luzindo no céu dos inesquecíveis, na lembrança fiel dos amigos, dos autores, dos leitores , dos livreiros, da arte, da cultura - nas orelhas, nas folhas, nas páginas, nos colofões dos livros que tanto amou e aos quais dedicou toda sua vida.

Dona Cecita e Júlia me disseram que ele estava melhor, e aí eu falei: “Dê um beijo nele, viu? Vamos comemorar. E esperar o dia certo para tomar vacina com cerveja - ou guaraná!” No dia 22 de dezembro, mandei pra ele esta mensagenzinha de Natal, mas ele não viu. Mando agora de novo, outra vez...

“canção de natal

enquanto você se lembrar de mim

eu viverei

enquanto eu me lembrar de você

seremos felizes

a vida é um jardim

e os amores são flores

todas as sementes

germinam

como disse frida:

eu pinto flores para que elas não morram”

 

Adeus, Tarcísio. Até outro dia.

Edson Mendes

Recife, 22.12.2020

Recife, 26.01.2021

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

AS HORAS PERFUMADAS DO RELÓGIO DE FLORES - Valdir Marino da Silva


 
Ivo Tinô do Amaral



01H00 – O primeiro perfume está na hora do pôr do sol visto do alto do Monte Sinai como um girassol a observar o Bulevar de Van der Linden.

02h00 – O segundo perfume vem dos jardins no Arraial de seu Euclides hora vestidos de cravos brancos e amarelos.

03h00 – O terceiro perfume tem o tom de violetas nos finais de tarde de verão contemplado do topo do Columinho.

04h00 – O quarto perfume trás a delicadeza das hortênsias dos jardins das Catedrais.

05h00 – O quinto perfume vem das Rosas Beneditinas dos jardins no Mosteiro de São Bento.

06h00 – O sexto perfume acorda com os jasmins da terra de Simoa.

07h00 – O sétimo perfume guia os Caminhantes do Parque Euclides Dourado no cheiro das folhas dos eucaliptos.

08h00 – O oitavo perfume exala das Margaridas dos canteiros que testemunham mais um dia de trabalho na Avenida Santo Antônio.

09h00 – O nono perfume cheira a palmeiras imperiais no Castelo de João Capão.

10h00 – O décimo perfume cheira as flores colorida dos ipês da Praça Dom Moura.

11h00 – O décimo primeiro perfume está nas Onze Horas pontuando um tempo precioso.

12h00 – O décimo segundo perfume tem o cheiro do tempero do meio dia nas flores do alecrim.

13h00 – O décimo terceiro perfume está a toda sorte nas flores do Trevo de Quatro Folhas escondido em algum lugar da Suíça Pernambucana.

14h00 – O décimo quarto perfume caminha livre com a Independência doce como um pirulito.

15h00 – O décimo quinto perfume tem o cheiro da Rosa Vermelha mais procurada nas floriculturas.

16h00 – O décimo sexto perfume banha de Garoa uma Cidade de Flores.

17h00 – O décimo sétimo perfume vem dos Lírios ofertados a Mãe Rainha no alto da Colina Triunfo.

18h00 – O décimo oitavo perfume tem o cheiro do Crisântemo na Décima Oitava Hora abauloada na igreja Perpétuo Socorro.

19h00 – O décimo nono perfume tem o cheiro resistente dos Copos de Leite nas noites do Castainho.

20h00 – O vigésimo perfume vem rápido nos trilhos da Antiga Estação Ferroviária no imaginário de Alfredo Leite Cavalcante.

21h00 – O vigésimo primeiro perfume é rural e nos trás o cheiro da Flor do Cafezal misturado ao Leite dos tempos áureos de Garanhuns.

22h00 – O vigésimo perfume tem o cheiro das flores das frutas na Central de Abastecimento no bairro de São José.

23h00 – O vigésimo terceiro perfume tem o cheiro das flores das ra´pizes curandeiras do Beco do Fumo.

24h00 – O vigésimo quarto perfume tem o cheiro das flores perfumadas do Relógio de Flores na Praça de Tavares Correia.

Do Cantador de Histórias – Valdir Marino

 

A História do Relógio de Flores

 

     Conta-nos a história que o então Secretário de Turismo, Cultura e Esportes de Pernambuco, Francisco Bandeira de Melo em viagem à Suíça viu em uma cidade daquele país, parecida com a cidade de Garanhuns, um Relógio de Flores. Fotografou-o e na volta apresentou ao Prefeito da época, Ivo Amaral que tratou, imediatamente do mencionado relógio em nossa cidade.

      Era o ano de 1979, quando a Secretaria de Turismo Cultura e Esportes e a EMPETUR, firmaram convênio com a prefeitura de Garanhuns para a implantação do Relógio de Flores nesta cidade. A assinatura do convênio foi efetuada no Palácio do Campo das Princesas, na presença do Governador Marco Maciel que assinou como Testemunha, juntamente com o Deputado José Tinoco – Secretário do Trabalho e Ação Social e o Dr. Francisco Bandeira de Melo – Secretário de Turismo, Cultura e Esportes, assinando pelo Município de Garanhuns o Prefeito Ivo Amaral e pela EMPETUR o seu Presidente, Dr. Ricardo Costa Pinto.

     Na época a Arquiteta Solange Líns, da EMPETUR, definiu a Praça Tiradentes, ao lado do Centro Cultural, para a instalação do relógio. Ivo Amaral, prefeito da época, visionariamente escolheu outro local para o relógio, a Praça Tavares Correia onde o citado relógio foi instalado em 25 de janeiro do ano de 1981. Na época um empreendimento inédito no Norte e Nordeste do País.

     O Relógio de Flores em moeda da época custou CR$ 420.000,00 (quatrocentos e vinte mil cruzeiros). O seu equipamento é de fabricação nacional da marca DIMER TAGUS, na construção da obra tomou parte a equipe da EMPETUR com a participação de técnicos da Prefeitura de Garanhuns, a saber: Engenheiro João Inocêncio; Arquiteto Marcílio Maia e, o Secretário de Planejamento, professor, Jaime Pinheiro.

     O Relógio de Flores, com 40 anos de existência, ainda hoje, causa admiração a todos que o visitam. O Relógio de Flores, único no Norte/Nordeste, dá a impressão de que é uma estrela caída do céu em forma de brinco de ouro colocado por mão Divina em orelha virgem. Quem visita Garanhuns não sai sem tirar uma foto ou registrar em vídeo o tão famoso cartão postal da cidade.

     “O Relógio do qual estamos falando, nasceu no meio das rosas de uma cidade das Flores, chamada Garanhuns, que está completando 40 anos de sua instalação”, disse José Rodrigues.



quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

MORTE DO LIVREIRO TARCÍSIO PEREIRA – SENTIMENTOS DE PESAR


É com muita tristeza que recebemos a notícia da morte do livreiro fundador da LIVRO 7, Tarcísio Pereira, que foi um grande defensor da nossa cultura, que chegou a ser a maior livraria do nosso país, apontada pelo Guinness Book, por cinco anos. 

Na sua história, entre os anos de 1970 a 2000, recebeu artistas conhecidos e desconhecidos, pessoas anônimas e de destaque, além de autoridades da literatura, entre elas os escritores Ariano Suassuna, Gilberto Freyre e João Cabral de Melo Neto, e tantos outros.

Perdemos o livreiro Tarcísio Pereira, mas não a sua história.

As pessoas que frequentaram a LIVRO 7 sempre têm algo a contar, inclusive quem não podia comprar um livro, era certo poder ler e tentar entender os encantos e os mistérios que a literatura nos oferecem, no espaço da própria livraria, que iniciou com 20 m2 e chegou a 1.200 m2 de área, no centro do Recife.

A UBE – União Brasileira de Escritores – Núcleo Garanhuns, vem de público registrar o sentimento de pesar, estendido aos familiares, parentes e amigos, pela perda do livreiro Tarcísio Pereira, potiguar, e grande influente da nossa cultura, por várias gerações.

José Eugenio Sobrinho

Presidente da UBE – Núcleo Garanhuns

José Eugênio, muito obrigado pela informação. Tarcísio Pereira participou do FLIG que organizei em Garanhuns. Esteve presente em 3 realizações. E editou uns cinco livros dos jovens participantes da Academia Jovem, da antiga Academia de Letras de Garanhuns. Saudades do sempre presente Tarcísio. PERNAMBUCO DEVE MUITO A ELE.

João Marques

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

José Saraiva é finalista no prêmio Off Flip 2021


 





Com três textos inéditos, o escritor, jornalista, músico e advogado José Alexandre Saraiva é finalista nas três categorias do Prêmio Off Flip 2021, Poesia, Conto e Crônica. Autor do livro “De Labiata a Lagoa da Canoa passando por Tacaratu, via Quipapá ou Caruaru”, Saraiva tem histórico em concursos literários. Em 2020, foi finalista do Conto Brasil, do concurso Parem as Máquinas do Off Flip em três categorias e do Prêmio Internacional de Literatura Cidade Conselheiro Lafayette (MG). Em 2019, “De Labiata a Lagoa” foi finalista do prêmio da Biblioteca Nacional na categoria Ensaio Literário.

Saraiva lembra que nas três categorias selecionado como finalista nenhum de seus personagens é de natureza humana. “A natureza, duas rolinhas e um filhote criado com excesso de zelo, um tico-tico e a flor do mandacaru, típica do Nordeste, estão no centro do conto, da crônica e do poema”

O prêmio – O Prêmio Off Flip dá visibilidade a novos autores de talento, incentiva a criação de literatura em língua portuguesa e proporciona a participação dos vencedores na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), prevista para acontecer em julho de 2021.

Os vencedores serão contemplados com prêmios em dinheiro e cotas de livros. Todos os finalistas serão avaliados por uma curadoria especial e seus textos publicados numa obra, em formato de coletânea, com o selo da Off Flip. Os autores vencedores serão anunciados em março.

Sobre o autor – Nascido em Panelas, interior de Pernambuco, José Saraiva é advogado, jornalista, músico e escritor. Autor do livro “De Labiata a Lagoa da Canoa passando por Tacaratu, via Quipapá ou Caruaru”. Membro do Centro de Letras do Paraná, da Academia de Letras “José de Alencar”, do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná e do Instituto dos Advogados do Paraná, conquistou prêmios literários de abrangência nacional, um deles de minicontos escrito com dez linhas. Na área musical, foi laureado em Paris por tradicional instituição literária e artística, na categoria composição. Tem obras publicadas no campo do direito e um livro de crônicas, duas delas levadas às telas pela RPC, sistema de comunicação paranaense afiliado à Rede Globo.

Dentre os livros que prefaciou, destaca-se “A Verdade sobre Guanella – relato histórico de um drama protagonizado pela FEB na Segunda Guerra”. Foi homenageado pela Câmara Municipal de Curitiba com a Medalha Fernando Amaro de Literatura, pela OAB de Pernambuco, Subseção de Caruaru, que denominou de José Alexandre Saraiva a Sala dos Advogados do Fórum da Comarca de Panelas, e pela Escola Estadual de Referência em Ensino Médio da mesma cidade, que, igualmente, designou a biblioteca da instituição com o seu nome.